"Se não fosses tu não valia a pena"
PAIXÃO, Pedro, "Nos teus braços morrerríamos", Livros Cotovia, p. 33
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
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"Sou uma figura de romance por escrever, passando aérea, e desfeita sem ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar."
PESSOA, Fernando, "O Livro do Desassossego", Novis, p. 174
PESSOA, Fernando, "O Livro do Desassossego", Novis, p. 174
domingo, 14 de outubro de 2007
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"A vida é o que é, e nós quase nada. Ou então somos nós que somos tudo e a vida que temos muito pouco sempre a passar. Ou então o que nós somos é esse quase chegar lá sem conseguir chegar lá e voltar atrás e recomeçar sempre por outro começo (...)"
PAIXÃO, Pedro, "Viver todos os dias cansa", Livros Cotovia, p. 111
PAIXÃO, Pedro, "Viver todos os dias cansa", Livros Cotovia, p. 111
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
do azul
do azul
da espuma
do encanto
do delírio
só o mar
só o mar
só o mar
Jorge Casimiro, "murmúrios ventos", Editora Pássaro de Fogo, p. 94
da espuma
do encanto
do delírio
só o mar
só o mar
só o mar
Jorge Casimiro, "murmúrios ventos", Editora Pássaro de Fogo, p. 94
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Dedo Apontado
Aponto o dedo para a Lua,
e a luz branca escorre, lenta,
pelo escuro.
No Tejo uma falua,
desgarrada,
que, condenada,
foge do próprio futuro.
Nem uma nuvem tolda o meu presente,
que desliza, inconsciente,
para o nada.
O silêncio é a verdade nua e crua.
Algures, morre o passado,
e eu estou ausente.
Com o dedo apontado para a Lua.
Manuel FIlipe, "Tempo de Cinza", Editora Apenas, p. 51
e a luz branca escorre, lenta,
pelo escuro.
No Tejo uma falua,
desgarrada,
que, condenada,
foge do próprio futuro.
Nem uma nuvem tolda o meu presente,
que desliza, inconsciente,
para o nada.
O silêncio é a verdade nua e crua.
Algures, morre o passado,
e eu estou ausente.
Com o dedo apontado para a Lua.
Manuel FIlipe, "Tempo de Cinza", Editora Apenas, p. 51
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
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"Há noites em que me debruço sobre a minha vida como se fosse um poço, e quase caio. Olho para baixo e é um agudo abismo. Então penso que talvez me faça falta um Deus, ou alguma coisa como um Deus, em cujos fortes braços eu me pudesse amparar. Felizmente tais momentos de desânimo são muito raros. A maior parte das vezes passo muito bem sem Deus, sem anjos, sem a ideia de um paraíso ou de um inferno."
HAYAT, Faíza, "O fim de Deus" in Pública de 23/09/2007
HAYAT, Faíza, "O fim de Deus" in Pública de 23/09/2007
domingo, 23 de setembro de 2007
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"Como gostava de ser um dos meus gatos que não põe em questão o imenso trabalho de ter, sempre e inutilmente, de justificar a sua vida"
PAIXÃO, Pedro, "Cala a minha boca com a tua", Livros Cotovia, p. 91
PAIXÃO, Pedro, "Cala a minha boca com a tua", Livros Cotovia, p. 91
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