"Pois ali se falava muito no passado. Constantemente nas conversas se contavam histórias das gerações anteriores, histórias dum tempo em que o existir era mais definido e mais visível, um tempo em que os sentimentos se tornavam actos e os destinos se cumpriam inteiramente"
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner, "Contos Exemplares", Portugália Editora, p. 128/9
sábado, 18 de agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
...
(...)
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer.
Mia Couto, Pergunta-me in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas", Caminho, p.30
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer.
Mia Couto, Pergunta-me in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas", Caminho, p.30
terça-feira, 14 de agosto de 2007
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"Uma vontade enorme de te tocar, fechar-te de novo na palma da minha mão para seres real, integrar a tua realidade na certeza da minha carne"
FERREIRA, Virgílio, "Para Sempre", Círculo de Leitores, p. 170
FERREIRA, Virgílio, "Para Sempre", Círculo de Leitores, p. 170
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
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"Não é bem a vida que faz falta - só aquilo que a faz viver."
FERREIRA, Virgílio, "Para Sempre", Círculo de Leitores, p.7
FERREIRA, Virgílio, "Para Sempre", Círculo de Leitores, p.7
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
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"Oiço cair o tempo, gota a gota, e nenhuma gota que cai se ouve cair."
PESSOA, Fernando, "O Livro do Desassossego", Novis, p. 28
PESSOA, Fernando, "O Livro do Desassossego", Novis, p. 28
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
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"Mesmo eu, o que sonha tanto, tenho intervalos em que o sonho me foge. Então as coisas aparecem-me nítidas. Esvai-se a névoa de que me cerco. E todas as arestas visíveis ferem a carne da minha alma"
PESSOA, Fernando, "O Livro do Desassossego", Novis, p. 61
PESSOA, Fernando, "O Livro do Desassossego", Novis, p. 61
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
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"As pessoas deviam ter mais que uma vida ou, pelo menos, uma que pudesse também andar para trás de vez em quando. Para corrigir o que saiu mal à primeira, aprender a saborear as poucas horas boas - tal como uma canção que quanto mais se ouve mais se gosta - e, sobretudo, para poder ir primeiro por um lado e depois por outro e depois, sim, seguir pelo caminho encontrado."
"PAIXÃO, Pedro, "Viver todos os dias cansa", Cotovia, p. 27
"PAIXÃO, Pedro, "Viver todos os dias cansa", Cotovia, p. 27
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