(...)
Impossível separarmo-nos
agora que gravaste o teu sabor
sobre o súbito
e infinito parto do tempo"
(...)
Mia Couto, "Despedida", excerto, in Raíz de Orvalho e Outros Poemas, Caminho, p.25
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
...
"Um dia, no fim do conhecimento das coisas, abrir-se-à a porta do fundo e tudo o que fomos - lixo de estrelas e de almas - será varrido para fora da casa, para que o que há recomece."
PESSOA, Fernando, "O livro do Desassossego", Novis, p.136
PESSOA, Fernando, "O livro do Desassossego", Novis, p.136
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
adio
engulo o nó da garganta
com um gole d'água
e um lexotan
visto o pijama
no sonho adiado
(requentado de séculos)
amanhã
talvez amanhã
CASIMIRO, Jorge, "Murmúrios ventos", Pássaro de Fogo, p. 124
com um gole d'água
e um lexotan
visto o pijama
no sonho adiado
(requentado de séculos)
amanhã
talvez amanhã
CASIMIRO, Jorge, "Murmúrios ventos", Pássaro de Fogo, p. 124
domingo, 6 de janeiro de 2008
Repetição
os dias cruzam-se iguais
repetição retocada
de fotografia já vista
e nesta máquina de circum-navegar o tempo
vivo o silêncio das palavras primeiras
inconstruídas
CASIMIRO, Jorge, "Murmúrios ventos", Pássaro de Fogo, p. 30
repetição retocada
de fotografia já vista
e nesta máquina de circum-navegar o tempo
vivo o silêncio das palavras primeiras
inconstruídas
CASIMIRO, Jorge, "Murmúrios ventos", Pássaro de Fogo, p. 30
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
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"Aceito este meu estranho destino. Sei há muito que tal como nasci sem o querer, assim morrerei quando chegar a hora e entre esses dois momentos só existirá a liberdade de ser por querer."
PAIXÃO, Pedro, " "Os corações também se gastam", Prime Books, p. 38
PAIXÃO, Pedro, " "Os corações também se gastam", Prime Books, p. 38
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
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"Como se é feliz na felicidade imaginada de quando se imagina que se foi."
FERREIRA, Virgílio, "Para sempre", Círculo de Leitores, p. 179
FERREIRA, Virgílio, "Para sempre", Círculo de Leitores, p. 179
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
...
"(...) o meu sonho começou na minha vontade, o meu propósito foi sempre a primeira ficção do que nunca fui."
PESSOA, Fernando, O Livro do Desassossego, Novis, p. 251.
PESSOA, Fernando, O Livro do Desassossego, Novis, p. 251.
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